Segurança

Invasão e agressão a casal terminam com suspeito preso após confronto com a PM em Siderópolis

Uma guarnição da Polícia Militar de Siderópolis enfrentou uma situação de extrema violência e alto risco na madrugada desta sexta-feira, dia 16, ao atender uma ocorrência de invasão domiciliar, lesão corporal, ameaça, desobediência e resistência. O caso ocorreu por volta das 01h50 na Rua Maria da Silva.

De acordo com a PM, os policiais foram acionados após denúncia de que um indivíduo teria invadido a residência e agredido um casal que, anteriormente, lhe havia dado amparo. As vítimas relataram que o autor, descrito como usuário recorrente de álcool e entorpecentes, havia se tornado agressivo após ser acolhido, resultando em agressões físicas, ameaças e na invasão da casa. O casal, que faz uso de medicação controlada para depressão, sofreu significativo abalo emocional com os fatos.

Ao chegar ao local, os policiais ordenaram que o homem saísse do imóvel e se submetesse à revista. No entanto, ele desobedeceu às ordens e, de forma abrupta, pegou uma cadeira e jogou contra os policiais. Em seguida, arremessou um copo de vidro contra a parede, que se estilhaçou, espalhando cacos pelo ambiente e aumentando o risco para todos.

A situação agravou quando o homem tentou se deslocar em direção à pia da cozinha, onde haviam facas, sugerindo intenção de se armar. Em um momento crítico, enquanto estava agarrado à perna de um policial, tentou colocar a mão no coldre da arma do outro agente, criando um risco extremo e iminente à vida dos militares.

Diante da ação, os policiais empregaram técnicas de contenção corporal conhecidas como “guilhotina” e “kimura” para neutralizar a agressão. Após a aplicação, o autor cessou a resistência, entrou em estado de submissão e foi algemado. As vítimas informaram ainda que, durante as agressões, o autor as ameaçou verbalmente, afirmando em tom intimidatório: “Eu sou PGC”, o que aumentou o temor do casal.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e prestou atendimento ao preso. Segundo avaliação clínica preliminar, ele estava lúcido e sem riscos maiores, sendo transportado para uma unidade de saúde local para exames complementares.