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Agir salva vidas

Setembro Amarelo veio com o propósito de alertar e prevenir a sociedade civil para os casos de suicídio.

Neste ano, o tema da campanha é “AGIR SALVA VIDAS”.

Insuportável, intolerável e interminável. Essas são as sensações vivenciadas diante de um sofrimento, por um suicida.

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O suicídio é o ato de tirar a própria vida e está associado a pensamentos fantasiosos de controle, libertação, reencontro ou punição. Freud dizia que o ato de suicidar-se era uma maneira de matar um objeto de raiva e rancor, que representava uma violência interiorizada cometida contra si, mas destinada a outrem. São inúmeras as teorias que tentam destrinchar o suicídio e no fim, talvez seja a soma de todas que  resulte em um desfecho final tão inesperado e trágico.

Tratar do tema suicídio, na maioria das vezes, é falar de depressão. Porém nem toda pessoa que sofre de depressão está sob risco suicida. Claro que o percentual ligado a depressão é maior, mas o abuso de substâncias lícitas, como álcool e cigarro, e as ilícitas estão em segundo lugar nos casos de suicídio, vindo depois os transtornos mentais como esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de personalidade e por ai vai.

A decisão de tirar a própria vida não ocorre de maneira aleatória, sem finalidades, é um processo longo e na maioria das vezes solitário.

No Brasil, são contabilizados cerca de 12 mil suicídios por ano, tornando-se um problema de saúde pública. Destes mais de 90% tem causa diagnosticada e tratável.

Um estudo feito pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), apontou que, para cada suicídio, um grupo de até 20 pessoas são impactadas diretamente. Essas pessoas também são consideradas de risco, já que são sobreviventes de um suicídio. Elas precisam também de ajuda pois costumam relatar sentimentos de culpa por não ter percebido os sinais ou se percebeu não conseguiu evitar. É uma catástrofe para aqueles que estão a volta. Devemos atuar não apenas na prevenção, mas também na posvenção para atender esses sobreviventes, que podem vir a desenvolver transtornos como Estresse Pós Traumático, Depressão e até mesmo ter ideação suicida.

MITOS MAIS COMUNS SOBRE O SUICÍDIO

– “Quem fala não faz” – Não é verdade. A pessoa que consegue se abrir e falar não é para chamar atenção, e sim um pedido de ajuda

– “Não se deve perguntar se a pessoa vai se matar” – É importante sempre ter uma conversa aberta, sem julgamentos, para entender o que está se passando.

– “Só os depressivos clássicos se matam” – Não. Existe vários comportamentos suicida como agressividade, isolamento, cartas de despedidas e até mesmo fingir que está tudo bem.

– “Quando a pessoa tenta uma vez, tenta sempre” – A maior parte das pessoas que buscam ajuda e levam a sério o tratamento, não chegam a tentar mais uma vez.

COMO SALVAR ALGUÉM?

Os familiares e amigos devem, sobretudo, se dispor a se aproximar de alguém que demonstra estar em sofrimento ou que apresenta mudanças no comportamento.

É preciso estar disposto a ouvir, e se caso não sentir-se capaz de ajuda-lo, procurar junto, quem possa estar amparar mais adequadamente. Médicos, psicólogos, alguém da área da saúde.

Procure ai na sua cidade alguém que você confia, peça ajuda, não tenha vergonha ou medo. Você pode também ligar para o CVV ( Centro de Valorização da Vida), no número 188.

Você não está sozinho.

 

Alessandra Martarello Alves
Psicóloga – CRP 12/2598

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