Segurança

Cadela morre envenenada em Siderópolis

Mais um caso de envenenamento foi registrado em Siderópolis. Dessa vez a cadela foi Auróra. O animal, de rua, era cuidado pelos funcionários da escola Aurora Péterle, na comunidade de Alto Rio Maina.

Confira na íntegra o post sobre o caso feito pelos voluntários do Instituto de Defesa dos Direitos dos Animais de Siderópolis (Iddasi) em forma de carta.

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Garcia Lavação
Sidertur
Maganhin
Delícias da Tay

OLÁÁÁ, Bom dia. Eu me chamava AURÓRA, ainda me chamo no coração daqueles que me amavam.
Porém no coração daqueles que me odiavam, pouco importava a minha história e muito menos o meu nome.
Pois bem, vim aqui contar um pouco da minha pequena e linda história e do meu triste FIM.
Fui abandonada em uma comunidade chamada Alto Rio Maina, sabem como é comunidade de interior né, alguns gostam, porém a grande maioria se incomoda com animais abandonados por conta de suas galinhas que vivem soltas também. ENTÃO o problema não era SOMENTE EU NÉ? O que vocês acham???

Pois bem, nessa comunidade comecei a me aproximar de uma escola aonde tinha crianças AMÁVEIS, que brincavam muito comigo – E EU AMAVA, CLARO ♥, Sem contar algumas titias, professoras, merendeiras, secretárias, enfim alguns profissionais que conquistei o coração, e elas conquistaram o meu. Por isso fui batizada de Aurora, pois a escola se chama Aurora Péterle Aurora Péterle.

Comecei a causar alguns transtornos, MAS EU JURO, NÃO ERA POR MAL. Sabe como é meu instinto né, cadela, abandonada, que já fui mal tratada, sofrida da VIDA, tudo que vê gosta. Nessas minhas “sapequices” encontrei um terreno aonde tinha, algumas coisinhas que andavam e tinha penas :O, e que os humanos chamavam de galinhas. ENTÃO. Eu corria atrás delas feito louca, como eu era uma cadela BEMMMMM grande e NADA DELICADA , vocês já imaginam né.

Mas enfim, o dono dessas galinhas andava me ameaçando muitooo. Um dia vi umas tias lá, com uns tios em um carro com sirene, depois fiquei sabendo que deu até polícia por causa de mim L, pois esse tio das galinhas estava ameaçando me matar se eu ainda fosse “brincar” com as galinhas dele. Eu queria me controlar, JURO! Mas não conseguia, era algo mais forte.

As titias(os) do IDDASI já tentaram me doar, me tiraram de lá, MAS MEU LUGAR ELA LÁ, eu voltava, e queria porque queria voltar pra lá com as MINHAS CRIANÇAS, era muito bom estar naquela escola que me receberam com muito amor ♥.
Por fim… Chegou meu triste FIM.

Fui morta da pior forma, ENVENENADA. Se os humanos sentissem, ou imaginassem como é triste esse tipo de morte, JAMAIS fariam isso comigo e com tantos amigos meus por ai. Doeu muito. Dó muito. É uma coisa que vai corroendo agente por dentro sabe, parece um fogo que vai queimando todo o nosso corpinho por dentro. Eu sofri tanto, tanto, tanto depois que esse homem me jogou uma comidinha, e eu toda bobinha fui correndo pegar. Quando comi, a alegria dele tomou conta, pois ali estava o objetivo dele. Mas DEUS sabe de todas as coisas. E todos os seres, inclusive vocês que são chamados de HUMANOS colherão tudo o que plantão na terra.

Hoje estou no CÉU dos cachorros, com São Francisco de Assis, e ele me ensinou que não devo ter rancor, somente piedade dessas pessoas, e rezar daqui por elas também, mas rezo em especial pelas tias dessa escola que tanto me amaram, deram carinho, atenção e comidinhas gostosas. OBRIGADA. Obrigada também as tias e tio do IDDASI que foram tentar me socorrer e amparar, mas infelizmente foi tarde. Mas eu lembro de cada rostinho – VOU REZAR MUITO POR VOCÊS e mandar forças para que vocês continuem esse lindo trabalho.
ATÉ QUEM SABE UM DIA!

JATENE MACEDO – REDAÇÃO SIDERÓPOLIS NOTÍCIAS

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