Segurança

Intervenção artística é realizada no Paço Municipal em prol do combate à violência contra as mulheres e meninas

Jessica Rosso – Departamento de Comunicação Prefeitura de Siderópolis

Quem visitar o Paço Municipal nesta sexta-feira, dia 24, vai se deparar com uma intervenção artística no hall de entrada, seguindo pelo corredor que dá acesso aos departamentos e secretarias municipais.

O ato simbólico foi organizado pelo Departamento de Cultura e faz menção ao dia 25 de setembro (Dia Laranja), marcado pelo combate à violência contra as mulheres e meninas.

As mensagens fazem alertas e trazem casos de violência doméstica que aconteceram no país. Junto com as mensagens estão sapatos de diferentes tamanhos, desde crianças até adultos. Logo na entrada está a mensagem “Todo dia 25 é Dia Laranja. Vista laranja pelo fim da violência contra as mulheres. Viver e não ter a vergonha de ser feliz”.

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A Lei Nº 2234, de 1º de agosto de 2017, instituiu no calendário oficial do Município de Siderópolis o “Dia Laranja”, todo o dia 25 de cada mês para ampliar a conscientização e agir pela eliminação da violência contra as mulheres.

“Como pai de duas meninas fiquei muito emotivo ao ver um sapatinho de criança e ler a mensagem do fim trágico que ela teve. Me refiro a uma das histórias que a intervenção artística traz no dia de hoje. É triste, mas é uma realidade que temos que combater”, disse o prefeito Franqui Salvaro.

“Ocupar o Paço Municipal Antônio Feltrin com uma intervenção artística tendo como objeto de arte sapatos de mulheres, é provocar no público reflexões, a simbologia é forte. Uma imagem carregada de significados, são sapatos com histórias interrompidas pela tristeza do feminicídio. Basta de Violência! Contra todo machismo estrutural”, afirmou o diretor de Cultura Arisson Fabricio Nunes Cordeiro.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha que trata da violência contra a mulher completou 15 anos em 2021. O servidor Clademir Manoel de Souza, o Peninha, tem realizado um trabalho de capacitação neste mês com profissionais atuantes nas áreas de Saúde, Assistência Social e Educação do Município, além dos Conselhos Municipais, com o intuito de aprofundar os conhecimentos sobre a lei, formando multiplicadores capazes de detectar situações e o reconhecimento das diferentes formas de violência doméstica e familiar, suas manifestações mais frequentes, seus mecanismos e os direitos na lei assegurados para o suporte necessário do enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. “Quem está inserido nisso sabe o quanto existem casos em nosso meio, toda semana atendemos casos, é preocupante, e convido para que todos façam parte dessa luta”, disse.

Atendimento e denúncias

No município existe o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) que faz ações referentes a acolhida; escuta; estudo social; diagnóstico socioeconômico; monitoramento e avaliação do serviço; orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. Atuam uma assistente social e uma psicóloga.

O Creas atende pessoas com histórico de violência física, psicológica e negligência; violência sexual; afastamento do convívio familiar devido à medida de proteção; situação de rua; abandono; trabalho infantil; discriminação por orientação sexual, raça ou etnia; e descumprimento de condicionalidades.

Denúncias podem ser feitas na Casa da Cidadania pelo telefone: 34358985 ou no Cras/Creas pelo telefone: 34358971.

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