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Turismo

Turistas de Siderópolis exploram Serra Gaúcha

TEXTO E FOTOS: ANA LÚCIA PINTRO 

Monumento do Negrinho do Pastoreio, Lago São Bernardo, Cachoeira do Quatrilho, casa da ex-presidente Dilma e passeio de jardineira ficaram nas lembranças dos turistas.

Dezenove mulheres do Grupo Movimento decidiram que nem sempre sábado é dia de fazer faxina. Acompanhadas por sete homens, resolveram conhecer a cidade de São Francisco de Paula, localizada na região de Gramado e Canela. Os turistas saíram de Florianópolis, Cocal do Sul, Criciúma e Siderópolis para explorar a Serra Gaúcha, neste sábado, dia 29. Dentre os pontos turísticos visitados estão o Parque das 8 cachoeiras, o Lago São Bernardo e o condomínio Indianápolis com moradias estilo country americano e a casa onde morou a ex-presidente Dilma Rousseff.

A avenida encantou com a quantidade de plátanos que nesta época já libertaram todas as suas folhas. O Gaúcho Carreteiro, a Cuia e o Negrinho do Pastoreio são monumentos que retratam a cultura local.

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Um cigarro encontrado na boca do Negrinho do Pastoreio pareceu vandalismo, desrespeito à obra. O monumento é uma homenagem ao folclore gaúcho. Segundo a lenda, num dia de inverno um fazendeiro mandou um menino de quatorze anos pastorear. Ele perdeu um cavalo baio e por isso apanhou com um chicote até sangrar. “O Negrinho foi amarrado nu perto de um formigueiro. Três dias depois o estancieiro o encontrou vivo, com a pele lisa e ao lado da Nossa Senhora. Muitas pessoas dizem que se oferecer cigarro ou cachaça para ele, coisas que perderam serão encontradas”, explicou Caroline Schmitt, estudante de pedagogia e moradora.

O gerente da pousada e do Parque das Cachoeiras, Giovani Traslatti, fez a recepção apresentando as cabanas e a área de camping. A trilha foi indicada pela guia de turismo de Cambará do Sul, Simone Souza Timóteo, que atua nos canyons Fortaleza e Itaimbezinho.

Trilha do Quatrilho

O grupo escolheu fazer a trilha do Quatrilho, considerada de nível difícil, com quase cinco quilômetros. O caminho é bem aberto, encoberto por árvores cujas marcas em amarelo indicam a direção certa. Mas, também é ladeado por uma ribanceira e apresenta obstáculos que exigem cuidados. Foi preciso descer escadas de madeira e de ferro, buscar apoio em correntes e arames e atravessar uma pequena ponte pênsil. “Sou conterrânea da organizadora deste grupo, somos amigas. Indiquei este lugar porque é lindo com várias cachoeiras. Sei que eles gostam de aventura, de andar, de curtir a natureza. Acho que o povo precisa conhecer esta região da Serra Gaúcha”, justificou Simone.

Gianini Bratti Goulart é funcionária pública federal, mora e trabalha em Florianópolis, no Tribunal Regional do Trabalho. Há mais de três anos ela participa das trilhas do Grupo Movimento. “Achei esta trilha mais pesada do que eu esperava. Quando li o descritivo, achei que seria mais um passeio. Quanto mais difícil, mais eu gosto e por isso adorei o desafio. Sempre criamos expectativas e vamos para ver o que tem ao final. A beleza da natureza faz valer a pena o suor, o cansado”, comentou Gianini.

Depois do almoço eles andaram por quase duas horas, com intervalos em três paradas, num ônibus conhecido como jardineira. Enquanto circulavam pelos espaços da cidade, receberam muitas informações sobre a história, a cultura e a economia do município. “Ele ônibus com capacidade para 42 pessoas sentadas foi produzido para passeios turísticos. pela Ciferal, em 1989. Observem que os bancos tem o designer dos bancos comuns em jardins. Este é original, adaptamos somente colocando algumas almofadas para que não precisem sentar direto na madeira.”, explicou Gabriel Klement, proprietário da agência São Chico Turismo.

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