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Turismo

Turistas do sul catarinense conhecem formações geológicas no Alto Vale do Itajaí

Soldados de Sebold é uma formação geológica localizada na encosta da Serra do Campo dos Padres, no município catarinense de Alfredo Wagner, distante aproximadamente 110 quilômetros de Florianópolis. São quatro pedras de aproximadamente 90 metros de altura que receberam este nome por se parecerem com soldados enfileirados em sentinela e em homenagem a um senhor que foi proprietário das terras. Um grupo de Siderópolis, Cocal do Sul, Içara e Criciúma caminhou por 16 quilômetros por esta região do Alto Vale do Itajaí com o objetivo de conhecer esta atração turística. Neste sábado, dia 29, percorreram durante seis horas a região com relevo caracterizado pela transição entre o litoral e o planalto catarinense.

A caminhada inicia na comunidade de Santos Anjos onde já se percebe a importância do cultivo de cebola para a economia local. Em alguns pontos cruzaram com o Rio Lageado, principal nascente do Rio Itajaí-Açu, que nasce nos platôs da Serra Geral. “Aqui tinha terra, tinha fogo, tinha ar. Esta era a trilha do Avatar, aqui viviam os pokémons, as Tartarugas Ninjas vieram muito depois. Lá em cima estão quatro soldados que eu vou fazer descer porque não me contaram que eu teria que subir tanto morro pra poder me encontrar com eles”, brincou Josiani Carla Ronsoni, conhecida como a chega do Grupo Movimento. Não foi apenas com este bom-humor e carisma que ela conquistou a confiança dos trilheiros. Deve-se também às parcerias que realiza com agências como a Eco Trilhas Serra Catarinense.

O guia de turismo Dário Lins explicou que a formação da Cordilheira dos Andes e da Serra Geral aconteceram na mesma era geológica. Segundo ele, toda formação é basalto que é lava vulcânica. “O derrame é fissural, ou seja, veio do centro da terra formando as camadas da serra. Os Soldados são remanescentes de arenito do antigo deserto de Gondwana, há 400 milhões de anos atrás. Então, a vida é muito mais antiga do que ensinaram pra gente na igreja, mas agora estamos falando de um tempo que a vida nem existia. Tempos 150 milhões de anos de sucessivos eventos de vulcanismo quando começam a surgir a vida, como a dos dinossauros até chegarmos na evolução que estamos hoje. E felizmente, temos algumas coisas que a natureza preservou e contam parte da história”, concluiu Dário.

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