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Mãe também precisa de autocuidado

Neste mês, o tema não poderia ser outro senão o Ser Mãe. Falar de autocuidado agora é, antes de tudo, falar de maternidade e da forma como nossa sociedade construiu esse lugar para as mulheres.

Ao longo da história, em muitas culturas e religiões, a figura da mãe foi moldada como aquela que tudo suporta, tudo doa, tudo silencia. A mulher que se sacrifica pelo bem dos filhos, da família, do outro. Como se o amor materno precisasse, obrigatoriamente, passar pela anulação de si mesma.

Em uma sociedade que já desvaloriza e inferioriza a mulher, tornar-se mãe intensificou ainda mais essa carga. A criação dos filhos foi colocada quase exclusivamente em seu colo. E, junto com ela, vieram as jornadas triplas: profissão, casa e filhos. Tudo isso naturalizado, romantizado e raramente reconhecido.

Se viver sendo mulher já é desafiador, somar o papel de mãe e ainda ser atravessada por culpas constantes por “não fazer o suficiente” ou “não criar como deveria” é, no mínimo, cruel.

Hoje sabemos que existem muitos formatos de família. Sabemos também que muitas mulheres são mães solo, o que torna essa sobrecarga ainda mais intensa. As expectativas que recaem sobre essas mulheres, tanto as que vêm de fora quanto as que elas mesmas internalizam, são desumanas.

O que nossa sociedade fez com as mulheres e com as mães beira a crueldade: lançar responsabilidades demais sobre um ser que, no fundo, só deseja ser vista, respeitada e amparada.

Por isso, este é um convite direto às mulheres-mães: olhem para vocês com mais carinho, sejam mais gentis e compassivas consigo mesmas.

Encontrem, mesmo que aos poucos, um tempo que seja só de vocês. Voltem a fazer algo que faziam antes de serem mães. Resgatem desejos, prazeres, silêncios, interesses que não estejam ligados apenas à família. Permitam-se existir para além do papel materno.

Porque antes de tudo existe você.

E é justamente por você existir que todo o resto existe.

O autocuidado, para uma mãe, não é luxo. É sobrevivência. É dignidade. É um ato de resistência em um mundo que exige demais e oferece pouco acolhimento.

E aqui deixo um convite

Hoje, meu trabalho é justamente com mulheres que sentem o chamado de reencontrar espaço dentro da própria vida. Mulheres que desejam cuidar de si, fortalecer o amor-próprio e se reconhecer para além dos papéis de profissional, mãe e esposa.

Se esse texto tocou algo em você, talvez esse seja o momento de se permitir ser cuidada também. Conheça meus trabalhos de mentoria e terapias, participe das vivências que promovo e abra um espaço real de autocuidado na sua vida.
Você merece existir inteira e não apenas funcional.