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Sideropolitana apresenta TCC que sugere usar barragens de contenção para gerar energia

Durante meses, a Sideropolitana, que é acadêmica de Engenharia Elétrica da Faculdade Satc, Maíra Gonçalves Carminatti se dedicou à pesquisa que visa utilizar as barragens de contenção de cheias para a geração de energia elétrica. A iniciativa, inédita na forma como foi desenvolvida, foi apresentada à Coordenação da Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina.

“O trabalho ficou muito bom. Já tínhamos ouvido que isso poderia ser feito, mas ninguém havia estudado ainda. O trabalho da Maíra foi o pontapé inicial. Ainda precisamos de mais dados, mas foi um bom início”, ressalta o gerente de Manutenção e Operação da Defesa Civil, Edgar Atílio Fontanela.

Com o título “Estudo de viabilidade de implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas em barragens de contenção de cheias no estado de Santa Catarina”, o artigo científico traz uma proposta nova para fazer com que algo pronto se torne mais rentável. A acadêmica da Faculdade Satc analisou os dados que envolvem três barragens de contenção. A Barragem Sul, na cidade de Ituporanga, a Oeste, em Taió, e a Norte, em José Boiteux. A função delas é conter água e reduzir as cheias que castigam a população do Vale do Itajaí. A pesquisa de Maíra desenvolveu estudos na área energética e econômica, mostrando que as barragens podem ser transformadas em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

BARRAGEM DO RIO SÃO BENTO

A ideia inicial de Maíra era fazer a pesquisa junto à barragem do Rio São Bento, em Siderópolis. Mas um estudo semelhante abortou a pesquisa. “Foi meu orientador, o professor Vilson, que sugeriu a troca. Mas eu precisava de dados e consegui muito apoio junto à equipe da Defesa Civil”, comenta a estudante.

Natural do Vale do Itajaí, o professor Vilson Luiz Coelho conhece bem a realidade e a importância das barragens. “Mesmo que elas tenham uma vazão menor em alguns períodos do ano, nos ciclos chuvosos poderiam gerar energia e abastecer as comunidades próximas”, afirma Coelho.

Pelo fato de já ter uma estrutura pronta, o custo de implementação de uma PCH anexa à barragem ficaria em torno de 50% do valor total. A geração de energia elétrica é uma necessidade cada vez mais crescente. “É preciso analisar todas as formas possíveis de geração de energia. O consumo tem aumentado mundialmente e também de maneira individual”, relembra o orientador.

As três barragens avaliadas têm importância na contenção de cheias que atingem cidades na Bacia do Rio Itajaí. “Elas reduzem o impacto sobre os municípios. O estudo traz uma boa contribuição porque permite avaliar o que já existe e ver de que maneira pode ser melhor aproveitado”, reforça o gerente da Defesa Civil.

Para a futura engenheira, o processo foi difícil, mas a possibilidade de ter contribuído para a implantação de um projeto futuro é motivo de orgulho. “Foi um processo complexo, mas muito gratificante. Se esse estudo servir para algo no futuro, que traga retorno para a sociedade, ficarei muito feliz em ter contribuído”, ressalta Maíra.

COLABORAÇÃO: PORTAL SATC

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